quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Caixa registra recorde de R$ 101 bilhões em crédito para casa própria



Montante é 33,8% superior comparado ao ano passado e banco projeta R$ 120 bilhões em 2013


A concessão de crédito pela Caixa Econômica Federal (CEF) para a compra da casa própria bateu recorde em 2012. Segundo dados divulgados pelo banco, o volume de empréstimos imobiliários atingiu R$ 101 bilhões até a última sexta-feira, montante 33,8% maior que no mesmo período do ano passado, quando as contratações tinham somado R$ 75,4 bilhões.

De acordo com o banco, o volume superou a expectativa de financiamento imobiliário para 2012. Para o próximo ano, a Caixa projeta que as contratações continuem crescendo, até chegarem a R$ 120 bilhões.

Do total de crédito para a casa própria concedido pela Caixa em 2012, R$ 44,95 bilhões vieram do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que destina parte dos depósitos da caderneta de poupança para empréstimos imobiliários. O banco registrou R$ 38,7 bilhões de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 17,36 com verbas do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e de demais fontes.

No próximo ano, a Caixa promete reduzir a burocracia nos empréstimos para a casa própria por meio de uma nova empresa que processará as operações de crédito imobiliárias. A subsidiária oferecerá financiamentos 24 horas por dia, sete dias por semana, levando as propostas e os contratos diretamente aos clientes. A processadora também enviará aos mutuários os dados dos processos em tempo real, pela internet e pelo celular, permitindo que informações e documentos complementares sejam mandados por esses canais.

A criação da empresa processadora de crédito imobiliário foi anunciada pelo banco em agosto. Além da Caixapar, braço de investimentos da Caixa, a nova empresa tem como acionistas a empresa de informática IBM e a Fundação dos Economiários Federais (Funcef).


Fonte:   http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=481736

Grêmio entregará relatório sobre entorno da Arena ao Estado



Técnicos do governo vão analisar material e definir futuras ações

Governador Tarso recebeu presidente Koff para discutir ações no Humaitá<br /><b>Crédito: </b> Caco Argemi / Palácio Piratini / CP
Governador Tarso recebeu presidente Koff para discutir ações no Humaitá
Crédito: Caco Argemi / Palácio Piratini / CP
O Grêmio deverá entregar em até 60 dias um relatório sobre a revitalização do bairro Humaitá e obras no entorno da Arena ao governo do Estado. Neste documento, o clube vai enumerar o que foi feito até o momento e quais são as demandas. Posteriormente, os técnicos do governo estadual analisarão o material em conjunto com representantes do Grêmio e da OAS – construtora do novo estádio -, para definir futuras ações conjuntas.

O acordo foi definido na manhã desta quarta-feira, quando o governador Tarso Genro recebeu, no Palácio Piratini, o presidente do Grêmio, Fábio Koff, e representantes dos Conselhos de Administração e da Comissão de Assuntos Estratégicos do clube. 

"Fizemos uma visita de final de ano ao governador e solicitamos a ele que apoiasse e integrasse o esforço do Grêmio e da OAS junto a prefeitura e o governo federal no sentido de que sejam realizadas obras de melhorias nos acessos, mobilidade urbana e habitacionais no entorno da Arena e no bairro Humaitá, evitando com isso um problema de natureza social", observou Koff.

O secretário de Esporte e Lazer (SEL), Kalil Sehbe, explicou que o governador solicitou um estudo completo de toda a área para que haja uma construção coletiva. Somente a parte de mobilidade urbana, conforme Kalil, está orçada em R$ 80 milhões. Além disso, destacou a necessidade de uma usina de reciclagem de lixo.

Fonte:  http://www.correiodopovo.com.br/Esportes/?Noticia=481725

domingo, 9 de dezembro de 2012

Receita libera na segunda-feira consulta a novo lote de restituição do IR



Agência Estado


A Receita Federal libera na segunda-feira (10), a partir das 9 horas, a consulta ao 7º lote do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (exercícios 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008). As restituições serão depositadas no próximo dia 17.
Serão creditadas, simultaneamente, as restituições referentes ao 7º lote do exercício de 2012 (ano calendário 2011); residual do exercício de 2011 (ano calendário 2010); residual de 2010 (ano calendário de 2009); residual de 2009 (ano calendário de 2008); e residual de 2008 (ano calendário de 2007), mediante depósito bancário, para 120.524 contribuintes, num total de R$ 362.365.471,16.
Para o exercício de 2012, um total de 101.924 contribuintes irá receber R$ 308.658.340,15. Para o exercício de 2011, as restituições serão depositadas para 10.194 contribuintes, somando ao todo R$ 30.220.189,96.
Quanto ao lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para 4.513 contribuintes, totalizando R$ 13.080.389,87. Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições a 2.403 contribuintes, totalizando R$ 6.407.381,83. Já referente ao lote residual de 2008, serão creditados R$ 3.999.169,35 para 1.490 contribuintes.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receitafone 146.


Fonte:  http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=110650

Governo estuda manter IPI menor para linha branca



Agência Estado


Mesmo contando com os efeitos das medidas já adotadas para fazer a economia voltar a crescer num ritmo de 4% em 2013, o governo estuda a possibilidade de manter alguns dos estímulos provisórios que deveriam ser retirados a partir de janeiro. Está em avaliação a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de produtos da linha branca e do Reintegra, regime que devolve às empresas 3% do faturamento com exportações.

Os benefícios podem, no entanto, sofrer algumas adaptações. No caso do IPI para produtos da linha branca, o governo estuda a possibilidade de tornar permanente parte da redução do imposto para alguns itens, como os chamados tanquinhos. Não está descartada a renovação do IPI para carros, segundo uma fonte da área econômica.

Uma das preocupações do governo é com o impacto no crescimento econômico e na inflação decorrente da retirada total dos incentivos no primeiro trimestre do ano que vem. Há uma avaliação de que a volta do IPI cheio pode arrefecer o ímpeto da retomada da atividade industrial.

Os dados mostram que as empresas estão desovando os estoques nesta primeira fase de recuperação da economia e manter a expectativa de demanda é importante para que a produção cresça com mais força. Mas ainda não há decisão por causa do impacto fiscal da renovação, mesmo que parcial. Isso só deverá ocorrer no fim do mês. Ainda pesa contra a renovação o efeito colateral negativo no comportamento do consumidor de sucessivas renovações do benefício.

Segundo fontes, o Reintegra pode ter mudanças na lista de produtos que geram direito ao crédito. A ideia original era que a relação de produtos fosse apenas de manufaturados, mas alguns semimanufaturados foram incluídos. Por isso, o governo pode tornar a lista mais enxuta.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior defende a extensão do programa no modelo em vigor por mais um ano, mas a Fazenda entende que o programa é caro e questiona a efetividade dos resultados gerados. A equipe do ministro Guido Mantega não gostaria de prorrogar o Reintegra, que tem uma renúncia fiscal estimada em R$ 5,3 bilhões ao ano. Mas o governo enfrenta uma pressão do setor empresarial, que pede a sua extensão.

“Neste momento tão delicado da economia mundial e de redução do saldo da balança comercial brasileira fica difícil não ter a prorrogação do Reintegra”, diz um técnico do governo. Essa fonte lembra que somente agora o programa está “azeitado”.

O governo tem sido pressionado pelos empresários a tomar uma decisão rápida sobre o Reintegra. Eles argumentam que as empresas estão inseguras para fechar os contratos de exportação sem uma definição se poderão contar com o benefício em 2013.

O Reintegra foi um mecanismo estabelecido no Plano Brasil Maior - a política industrial do governo Dilma Rousseff - para devolver até 3% dos impostos pagos na cadeia produtiva aos exportadores de bens manufaturados.

Embora tenha sido anunciado em agosto do ano passado, a sua regulamentação saiu apenas no fim de 2011, quando efetivamente entrou em vigor. Na ocasião na edição da MP do Brasil Maior, o câmbio era ainda de R$ 1,56 por dólar.

A lei prevê que a devolução dos impostos pelo Reintegra pode variar de 0,5% a 3% das exportações e ser definida conforme o produto. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.


Fonte:  http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=110699

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Inflação na construção civil desacelera em novembro


Agência Estado

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi), divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variou 0,22% em novembro, após uma alta de 0,34% em outubro. O índice acumulado em 2012 foi de 5,23%, e em 12 meses, de 5,36%.

Segundo o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 851,96 por metro quadrado em novembro, acima dos R$ 850,06 por metro quadrado estimados em outubro. A parcela dos materiais variou 0,21%, enquanto o custo da mão de obra ficou em 0,24% em novembro, ante 0,42% em outubro.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dilma quer bancar corte de 20% na conta de luz


Durante discurso, Dilma lembrou que as duas companhias são de estados governados pelo PSDB
A presidente Dilma Rousseff sinalizou ontem que está disposta a bancar a redução de 20,2% da tarifa de energia. “Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar a imensa falta de sensibilidade daqueles que não percebem a importância disso”, disse a presidente a uma plateia repleta de empresários, durante discurso no Encontro Nacional de Indústrias, em Brasília. “Somos a favor da redução de custos e faremos isso.” Tanto a Cemig quanto a Cesp, companhias energéticas de Minas Gerais e São Paulo, respectivamente, se recusaram a renovar a concessão de todas as suas geradoras. Ambos os estados são governados pelo PSDB.

Sem a adesão das elétricas para atingir a meta estipulada por Dilma, a queda da conta de luz será de aproximadamente 16%. O ataque aos tucanos foi velado. Sem citar nomes, Dilma disse que vai fazer “aquilo que os outros não tiveram sensibilidade de fazer”. A presidente, contudo, não explicou como vai custear sozinha a redução das tarifas de energia. Comparou a importância da decisão à redução da taxa de juros, de câmbio e ao respeito a contratos. “Reitero meu compromisso de, a partir de 2013, buscar esforço para reduzir a tarifa de energia”, anunciou.

O ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, criticou a recusa de Cemig e Cesp em aderir à renovação de concessão de todas as suas geradoras. Questionado se os estados de Minas Gerais e São Paulo deram um tom político à questão, ele respondeu: “Eu não posso dar esse qualitativo. A gente só lamenta esse fato, já que tantas outras empresas aderiram. Mas é da vida, é da luta”.


Obra de Niemeyer é única e nunca será reproduzida, diz arquiteto

Presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil ressalta o “mestre”

Niemeyer morreu nesta quarta-feira, aos 104 anos
Crédito: Ricardo Stuckert / PR / CP

Apesar do reconhecimento internacional e de servir como referência para muitas gerações de arquitetos no Brasil e no exterior, a obra de Oscar Niemeyer, morto na noite desta quarta-feira, nunca será reproduzida devido ao grau de criatividade individual composto em cada uma delas, diz o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil.

Magalhães se emociona ao falar do “mestre”, cujos traços de Niemeyer têm tamanha força e magnitude que se concretizam em obras ímpares, tornando-as imediatamente reconhecíveis como suas.

“Embora esteja sob alguns parâmetros que são comuns à arquitetura moderna, seu modo de projetar e sua expressão têm uma dose muito importante de sua criatividade individual, o que faz com que seus traços sejam admirados, mas não reproduzidos”, ressalta Magalhães.

Niemeyer teve influência de arquiteto francês

Na tentativa de ampliar e melhorar a explicação, Magalhães lembra o também mestre Le Corbusier, arquiteto francês de origem suíça, que influenciou as primeiras obras de Niemeyer. Este, segundo ele, concebia sua arquitetura de forma que dava condições para que outros arquitetos, usando seus princípios, alcançassem resultados parecidos.

“No caso de Niemeyer é diferente. Outros podem partir dos mesmos princípios, mas a expressão plástica contida na obra não será a mesma”, disse ele, enfatizando que, “mesmo depois de todo o reconhecimento, os traços que surgem das pranchetas de Niemeyer continuam sendo um estímulo para investigação e correta inserção na engenharia de nossas cidades. É uma lição que aprendemos a cada dia.”