terça-feira, 3 de abril de 2012

Show nesta terça traz mescla do pampa com metal no Teatro Renascença

Banda "Capitão Rodrigo" mistura obra de Erico Verissimo com rock

Todos os ´Cambarás` que se apresentarão no Teatro Renascença<br /><b>Crédito: </b> Luiz Ávila/Divulgação/CP
Todos os ´Cambarás` que se apresentarão no Teatro Renascença
Crédito: Luiz Ávila/Divulgação/CP
 

O pensamento libertário de Rodrigo Cambará, personagem da saga “O Tempo e o Vento” de Erico Verissimo, foi a inspiração para que um grupo de amigos mesclasse bravura, fanfarronice e generosidade com sonoridades pampeiras e guitarras distorcidas. Como resultado dessa combinação, surgiu a banda Capitão Rodrigo e o seu Rock de Bolicho, que será mostrado nesta terça-feira, às 20h, no Teatro Renascença (Erico Verissimo, 307), para o lançamento do DVD “O Rock Além da Música”.

Composta por artistas plásticos, músicos e bonequeiros, a banda apresenta canções de poesia impactante aliadas a instrumentos inusitados para o rock’n roll, como berimbau e gaita, em um show altamente teatral. O DVD, que mostra uma música de raiz campeira à beira da matriz roqueira, foi gravado ao vivo em novembro do ano passado, no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS.

A banda é formada por Cuba Cambará, Du Cambará, Ju Cambará, Nando Cambará, Rafa Cambará e Vijay Cambará. Os auto-proclamados Cambarás contaram com as participações especiais de Nina Fola, Marcos Bombardelli, Mauro Bruzza e até do ex- governador Olívio Dutra. Os ingressos antecipados para o show custam R$ 10 e podem ser adquiridos na Loja Sírius (Rua da República, 304).


Porto Alegre registra maior alta na inflação semanal, aponta FGV

Índice de Preços ao Consumidor Semanal aumentou em cinco das sete capitais pesquisadas

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) aumentou 0,17 ponto percentual na última semana de março em Porto Alegre, passando de 0,47% para 0,64%. A Capital gaúcha teve a maior alta entre as sete cidades pesquisadas, junto com Salvador, onde a taxa cresceu de 0,39% para 0,56%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nesta edição, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos Habitação e Alimentação, que passaram de 0,77% para 1,25%, e de 0,67% para 0,96%, respectivamente.

A análise do resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Habitação, com 1,25%; Alimentação, 0,96%; e Educação, Leitura e Recreação, 0,76%. Se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais, com 0,50%; Comunicação, 0,12%; Despesas diversas, 0,11%; Transportes, -0,10%; e Vestuário, -0,43%.

O núcleo do IPC-S/Porto Alegre registrou variação de 0,37%. Em relação a fevereiro, quando a taxa ficou em 0,32%, o avanço foi de 0,05 ponto percentual. No ano, o indicador apresentou variação de 1,13% e nos últimos 12 meses de 4,96%. Para efeito de cálculo do núcleo foram excluídos os itens com variações inferiores a -0,05% e superiores a 1,02%.

As demais cidades onde houve elevação na taxa foram Brasília (de 0,7% para 0,84%), Rio de Janeiro (de 0,54% para 0,56%) e São Paulo (de 0,4% para 0,53%). Por outro lado, a inflação medida pelo IPC-S perdeu força em Belo Horizonte (de 0,65% para 0,51%) e em Recife (de 0,77% para 0,76%).

O IPC-S mede, toda semana, a inflação mensal nas classes de despesa alimentação; habitação; vestuário; saúde e cuidados pessoais; educação, leitura e recreação; transportes; e despesas diversas. No encerramento de março, a taxa média ficou em 0,6%, 0,09 ponto percentual acima da registrada na apuração anterior.


domingo, 1 de abril de 2012

Exposição da Gaia

<br /><b>Crédito: </b> tarsila pereria

Crédito: tarsila pereria
 
A Fundação Gaia promove até 29 de abril a exposição "Ecossistemas Aquáticos", no jardim Lutzenberger, da Casa de Cultura Mario Quintana, na Capital. Sexta-feira, na abertura do evento, o idealizador do projeto, o fotógrafo Paulo Backes, disse que a iniciativa busca mostrar a beleza da paisagem gaúcha.




 

Mapa da cidade pode ser redesenhado

Parque da Redenção é disputado pelos bairros Bom Fim e Farroupilha<br /><b>Crédito: </b> reprodução / pmpa / cp
Parque da Redenção é disputado pelos bairros Bom Fim e Farroupilha
Crédito: reprodução / pmpa / cp
 
 
 
Em meio a formulações, debates e consolidação da proposta contida no anteprojeto de lei "Limites dos Bairros de Porto Alegre", surgem críticas, as quais acrescentaram tom de polêmica à discussão. São vozes da comunidade que manifestam o desejo de setores da população sobre o trabalho apresentado há cerca de um mês pela Secretaria do Planejamento Municipal (SPM).

A proposta busca redesenhar o mapa da cidade, definindo os limites entre os bairros para estabelecer unidade nas informações e facilitar acesso a serviços. Roberto Jakubaszko, conselheiro da Região I do Planejamento na Capital, a qual corresponde à área central de Porto Alegre, afirma que "a ideia do projeto não é ruim. Porém, é delicado mexer na memória material e imaterial da cidade. Tanto mais num ano de eleição municipal", provoca.

Para o conselheiro, seria necessário aprofundar a consulta às pessoas que habitam cada local. "O clube de mães, a associação esportiva, o pessoal que frequenta o barzinho noturno. Todos que fazem parte da vida real e tradicional no bairro precisam ser ouvidos. Para ser bairro, precisa ter escola, posto de saúde, delegacia ou posto policial." Um dos pivôs de polêmica na proposta é o Parque da Redenção, que é desejado pelos moradores do tradicional Bom Fim e do bairro Farroupilha, onde está situado.

Outra voz de controvérsia no debate é a do geógrafo Marcos Becker. Morador do Centro, ele diz que o projeto para definição dos limites e desenho dos bairros precisa ser elaborado "em campo". Além de redefinir as fronteiras, pela proposta da SPM, a Capital passaria de 81 para 87 bairros até a metade deste ano, com a eventual aprovação da lei pelo Legislativo municipal.

Praça reabrirá no 2º semestre

Alfândega ainda passará por ajardinamento e faltam ainda algumas reformas e restaurações de estátuas e monumentos

Artesão e ajudantes estão terminando o desenho do calçamento em pedras portuguesas<br /><b>Crédito: </b> cristiano estrela
Artesão e ajudantes estão terminando o desenho do calçamento em pedras portuguesas
Crédito: cristiano estrela

Operários espalhados pela praça. Escultor no andaime sobre a estátua equestre. Essas imagens compõem o cenário para quem passa, nestes dias, pela Praça da Alfândega. O segundo semestre deste ano deverá marcar o reencontro dos porto-alegrenses com o local. Até lá, os trabalhadores integram o precioso espaço histórico no Centro, que passa por reformas há mais de dois anos e, desde então, sofreu diversos fechamentos parciais para execução dos serviços de restauração dos passeios, canteiros, iluminação e paisagismo.

Agora faltam poucos afazeres. Conforme o arquiteto do Programa Monumenta, Luiz Merino Xavier, um artesão e seus ajudantes terminam o desenho do calçamento em pedras portuguesas. "Falta o entorno, os calçadões da Rua da Praia, da Sete de Setembro e a frente do Margs, do Memorial e do Santander Cultural: as bordas da praça", indica Merino.

A nova instalação elétrica, segundo ele, arranjada em tubulação subterrânea, está pronta, exceto por alguns postes que ainda serão colocados. "O velho banheiro público está sendo demolido. Será tirado do meio da praça para ser reerguido contra a lateral da Caixa Econômica Federal.

Por fim, duas ações deverão devolver a beleza e a característica monumental ao ambiente histórico: a restauração das estátuas e o ajardinamento. O restauro está sendo feito pelo escultor Gutê, cuja assinatura está marcada nos tapumes de compensado que cercam a estátua do General Osório, no coração da praça.

Outra estátua que passa por restauração é a do escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade, que compõe o "Monumento à Literatura" com o poeta Mario Quintana sentado. A obra, de autoria dos escultores Xico Stockinger e Eloisa Tregnago, uma das mais visitadas da Praça da Alfândega, está sendo restaurada, sob os cuidados do Programa Monumenta.

O ajardinamento tem previsão de início nos próximos dias e de conclusão dos trabalhos para junho. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente pagará R$ 244.151,40 à empresa vencedora da licitação. O projeto paisagístico prevê a utilização de 17 espécies de plantas ornamentais com a cobertura de todos os jardins da praça.

Ao todo, estão sendo investidos R$ 2,9 milhões na recuperação da Alfândega. O recurso é público municipal em contrapartida a outros investimentos federais aplicados pelo Programa Monumenta em Porto Alegre. A intenção é restabelecer o visual original da concepção do local, construído no início do século passado.


Baixar preço para encarar importado

Móveis, laminados, papel de parede, luminárias e lustres devem baixar de preço<br /><b>Crédito: </b> TARSILA PEREIRA
Móveis, laminados, papel de parede, luminárias e lustres devem baixar de preço
Crédito: TARSILA PEREIRA
 
A alta tributação não prejudica apenas o consumidor final, mas toda a cadeia produtiva nacional e o nível de competitividade internacional. O presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Ricardo Gomes, argumenta que a única maneira de o país fazer frente à concorrência internacional é reduzindo a pesada carga tributária, o que tornará os produtos mais baratos. Segundo ele, não adianta o governo adotar medidas protecionistas para impedir a entrada de produtos estrangeiros com valores menores, como o que vem ocorrendo em relação à China e à Coreia.

"O mercado livre prevê exatamente a concorrência. E para se dar bem é preciso competir com melhores preços e para isso é preciso reduzir a carga tributária", afirma Gomes. O diretor da Pactum Consultoria Empresarial, Gilson Rasador, explica que o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, que ficou em 2,7%, está relacionado com a questão tributária. Mesmo reconhecendo a dificuldade em mudar o sistema tributário brasileiro, ele defende a revisão dos tributos indiretos - IPI, ICMS, PIS e Cofins - repassados ao produto final.

Porém, para não elevar o valor em demasia e perder espaço no mercado, o empresário acaba reduzindo a margem de lucro. Rasador observa que esta situação faz com que a empresa não possa expandir os seus negócios.

Em relação ao impacto da carga tributária na atividade produtiva, o diretor cita que um equipamento sem impostos custa R$ 1 milhão. Neste caso, a contribuição ao PIS (1,65%) fica em R$ 22.680,00. A Cofins, tributada em 7,6%, totaliza R$ 104.467,00. Já o ICMS (18%) representa mais R$ 247.423,00. Contabilizando todos os impostos e o valor real, o produto custará R$ 1,37 milhão. A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Letícia Mary Fernandes do Amaral, lembra que existem mais de 60 tipos de tributos, sem contar as taxas e contribuições, além de mais de 20 mil normas tributárias, que geram obrigações aos contribuintes.

Ela explica que, quando estas não são quitadas, resultam em multas altíssimas. Para Letícia, a situação mais delicada é a cobrança simultânea de taxas e impostos. A prática é definida por ela como "anomalia". Além disso, outro detalhe é em relação aos conflitos existentes entre estados e municípios, que cobram os seus tributos sobre o mesmo serviço. "O Brasil encontra entraves para o seu pleno desenvolvimento e essa situação continuará assim até que haja uma mudança efetiva da legislação e, principalmente, na cultura fiscal", diz a vice-presidente do IBPT.

A força da mordida do imposto

População brasileira, que paga uma das mais altas cargas tributárias do planeta, desconhece como funciona a engrenagem

Consumidores estão sendo beneficiados pela redução do IPI da linha branca por mais 90 dias<br /><b>Crédito: </b> TARSILA PEREIRA
Consumidores estão sendo beneficiados pela redução do IPI da linha branca por mais 90 dias
Crédito: TARSILA PEREIRA

A maioria dos brasileiros sabe como é difícil manter as contas em dia. Infelizmente, não sabe que boa parte do valor pago em produtos e serviços vai para o governo. De forma silenciosa e discreta, a alta tributação é criticada e apontada como um dos fatores que compromete a competitividade da economia brasileira. Para se ter uma visão mais ampla da dimensão do problema basta consultar o "Impostômetro" (www.impostometro.com.br), que mostra em tempo real quanto o brasileiro já pagou em tributos neste ano. No início da manhã do penúltimo dia de março, o valor ultrapassava R$ 383 bilhões.

Além disso, o site informa os investimentos que poderiam ser realizados com o montante. Neste caso, construir mais de 7,9 milhões de postos policiais equipados. A quantia também poderia ser empregada na compra de 348 milhões geladeiras simples ou mais de 4,7 milhões de ambulâncias equipadas. O serviço de conscientização é fornecido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Existe, inclusive, uma data para celebrar o fim da "mordida": 25 de maio, também conhecido como "Dia da Liberdade de Impostos". A data marca o tempo que os brasileiros tiveram que trabalhar apenas para pagar os impostos. São 145 dias. Neste dia, diversas ações buscam a conscientização dos brasileiros sobre o assunto. No Rio Grande do Sul, neste ano, será realizada a 8 edição do Dia da Liberdade de Impostos, promovido pela Associação da Classe Média (Aclame), pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e pelo Instituto Liberdade (IL). Serão realizadas ações como feirões. Produtos são comercializados com os seus valores reais, sem a cobrança de impostos.

Um dos exemplos mais marcantes é a comercialização da gasolina sem impostos. O valor será calculado tendo como base as informações do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Serão mais de 5 mil litros, sendo que cada motorista que participar terá direito a comprar 20 litros com pagamento em dinheiro. O presidente da Aclame, Fernando Bertuol, observa que a carga tributária corresponde a 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Neste caso, são somados os tributos de todas as naturezas cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais.

Para Bertuol, a situação é ainda mais delicada, uma vez que os brasileiros pagam uma das mais altas cargas tributárias do mundo e não recebem, em contrapartida, os serviços básicos de qualidade. Entre as pesquisas realizadas pela Aclame, a que traz o dado mais relevante é o de que 82% dos brasileiros não sabem quem cobra e para onde vai o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um imposto que está presente em quase tudo.