quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Prefeitura abre mais cinco estações de aluguel de bicicletas



Ivo Gonçalves/PMPA/JC
Até agora, a estação que tem mais procura por bicicletas é a Usina do Gasômetro.
Até agora, a estação que tem mais procura por bicicletas é a Usina do Gasômetro.
 
 
Entram em funcionamento nesta quarta-feira (31) cinco novas estações do BikePoa, serviço de aluguel de bicicletas de Porto Alegre. As novas estações estão localizadas no Largo Zumbi dos Palmares (Travessa do Carmo), Ginásio Tesourinha, Shopping Praia de Belas, Escola Parobé e Região dos Tribunais (av. Aureliano de Figueiredo Pinto).

Com elas, estarão disponíveis 50 novas bicicletas. Conforme a prefeitura, por questões técnicas, a área da Redenção, que estava prevista para ser inaugurada hoje, ficou para a próxima etapa de implantação.

Segundo dados do executivo municipal, desde a inauguração, em 22 de setembro, o sistema BikePoa de bicicletas públicas contabilizou mais 7,7 mil cadastrados e 7,2 mil viagens. Até agora, a estação que tem mais procura por bicicletas é a Usina do Gasômetro.

Conforme o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, estão previstas mais dez estações e 100 bicicletas até dezembro deste ano. "Nosso objetivo é modificar a cultura do trânsito, inserindo a bicicleta como meio de transporte, não só de lazer", afirma.

Os interessados devem fazer cadastro no site do BikePoa (www.movesamba.com/bikepoa) por meio de aplicativos para smartphone (IPhone e Android) ou por celular convencional, via portal de voz, ligando para o fone (51) 4063-7711. 

O valor do passe mensal é R$ 10 e o diário R$ 5, podendo utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. As viagens devem ser realizadas em até uma hora. Após esse tempo, há um intervalo de 15 minutos para possibilitar outras viagens, com a mesma ou outra bicicleta.

Fonte:  http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=107564

Novo cenário noturno faz Cidade Baixa se reinventar



Mauro Belo Schneider e Roberta Fofonka
Marco Quintana/ JC
Eduardo Natalício é proprietário de bares como o Dona Neusa, Dona Zefinha, Dudu's e Natalício
Eduardo Natalício é proprietário de bares como o Dona Neusa, Dona Zefinha, Dudu's e Natalício
 
 
Após as novas normas de horário para os bares, cujo fechamento foi estabelecido para as 2h, reclamações de alguns moradores por conta do barulho e insatisfação dos empreendedores, que defendem a boemia, o bairro Cidade Baixa vem se reinventando. Nomes de peso da noite gaúcha se mudaram para a Lima e Silva, deixando a rua com ares mais sofisticados – o que agrada alguns e frustra outros.

Quem frequentava a Cidade Baixa motivado pela diversidade de estilos e presença de pequenos bares típicos do bairro, hoje encontra no local os mesmos estabelecimentos consagrados nas áreas nobres da Padre Chagas, no Moinhos de Vento, ou da Zona Sul. A professora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Administração de Empresas da ESPM-Sul, Lidiane Rohde, diz que esta foi a solução para evitar a perda de clientes. 

“Houve elevação do poder aquisitivo dos jovens porto-alegrenses, levando mais gente ao Moinhos de Vento. Os empreendedores da Cidade Baixa começaram a pensar: ‘se a gente não oferecer opções similares, perderemos nosso público’”, explica ela. Lidiane acrescenta que as reformas nos pontos e a padronização mais charmosa também satisfaz a demanda da nova classe C, que está mais exigente. 

Um dos experts sobre a região é Eduardo Natalício, 31 anos. Nascido em Pernambuco, mudou-se para Porto Alegre em 2004, trazendo na bagagem a revolução do conceito de boteco para o Rio Grande do Sul. “Em 2006, quando abri o primeiro Boteco Natalício, no Centro, esse termo trazia um tom pejorativo”, diz ele. Hoje, várias outras marcas se inspiraram na ideia e transformam o título em algo chique. Boteco do Tirol, Boteco da Oca, Boteco Pedrini, entre outros, compõem o cenário gaúcho neste segmento.
 
Apenas na Lima e Silva, Natalício possui outros empreendimentos além do Churrasquinho Natalício, em funcionamento desde agosto. Entre eles, o Dona Neusa, aberto em 2008, em homenagem à avó, o Dona Zefinha, inaugurado em 2010, e o mais recente é o Dudu’s, lançado neste ano, que oferece diversas opções de cachorros-quentes na rua Sarmento Leite – negócio inspirado em Chicago.

Natalício é um apoiador da manutenção da Cidade Baixa como um circuito boêmio. “A boemia é ponto turístico em diversas cidades. Pessoas vão ao Rio de Janeiro para conhecer a Lapa e a São Paulo para visitar a Vila Madalena, por exemplo. Em qualquer lugar do mundo, existe boemia, e aqui em Porto Alegre estão tentando acabar com isso. Tudo que acontece de ruim na Cidade Baixa tem muito mais repercussão do que nos outros bairros”, observa. O empresário pontua, ainda, que hoje em dia a maioria dos turistas homens que chega a Porto Alegre acaba optando por casas que ofereçam serviços sexuais como entretenimento - por ser a principal referência noturna da cidade. Isso seria resultado da extinção das demais alternativas, como a Avenida Goethe, e a desvalorização da Cidade Baixa como atração para os viajantes. 

Para recuperar consumidores que abandonaram a Cidade Baixa, foi criada a Associação Cidade Baixa em Alta. O projeto realiza diversas ações a fim de levantar a “moral” da área, inclusive durante o dia. Aos sábados são realizadas peças de teatro, exibição de filmes a céu aberto e shows em horários mais acessíveis, opções que contemplam diferentes faixas etárias. 

É preciso valorizar o bairro como um todo, não somente a parte noturna. É uma área boêmia de potencial cultural muito representativo em Porto Alegre”, destaca Thiago Faccio, responsável pelo projeto na agência Woodoo. Ele afirma, inclusive, que as medidas procuram transformar o bairro em um lugar bom tanto para moradores quanto para frequentadores e comerciantes.  “A primeira ação do projeto foi lançar um manual com diretrizes de boa convivência”, exemplifica. Sobre as reformas dos estabelecimentos, Thiago diz que a situação também está relacionada às medidas propostas pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) de regularização e liberação de alvarás, e não somente ao aspecto estético, como alguns imaginam.

Chegado há pouco na região, no dia 26 de agosto, o Kiosque Brasil levou a experiência de 10 anos de atuação na Avenida Assis Brasil, na Zona Norte, para o local. “Estava faltando algo nesse estilo na Lima”, ressalta o proprietário Edgar Niedermeier, de apenas 21 anos, mas já pai de família, como destaca. Ele explica que a opção pelo segundo endereço se deve à Copa do Mundo. “Aqui, tudo é tematizado do Brasil. Cada espaço representa um estado brasileiro”, descreve o jovem empresário, reforçando o coro de que a Cidade Baixa é um dos únicos bairros boêmios que sobrou na Capital.

Fonte:  http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=107530

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Hotel-condomínio ganha expressão no Brasil


Modelo de negócio permite que investidor seja remunerado de acordo com a ocupação do empreendimento


Mayara Bacelar


Comprar um quarto de hotel e receber mensalmente uma parcela do rendimento de toda ocupação do empreendimento e equivalente ao patrimônio adquirido. Conhecida como condo-hotel, essa é uma possibilidade viável de investimento e que vem crescendo no Brasil. Na prática, os investidores adquirem imóveis como quaisquer outros, a grande diferença é que todas as unidades da construção são comercializadas e destinadas exclusivamente ao ramo hoteleiro, sob a gestão de uma operadora do setor. A dinâmica da modalidade não é uma completa desconhecida do mercado brasileiro, mas vem ganhando novos contornos que dão mais garantias aos envolvidos na transação.

O presidente da BSH International, José Ernesto Marino Neto, explica que o condo-hotel nada mais é do que uma nova versão do apart-hotel, popularizado na década de 1980, mas repaginada por novas regras adotadas para organizar o papel de cada ente no negócio. De acordo com o executivo, esse tipo de negócio floresceu no Brasil devido à falta de fontes de financiamento para empreendimentos hoteleiros, fato que suscitou a criação de modelos onde a entrada de investidores de tornou essencial para fomentar o setor. “Temos uma indústria de hotéis em condomínio que já tem 40 anos no Brasil”, aponta.

Para Marino Neto, o insucesso dos hotéis em condomínio até a década de 1990 foi causado pela oferta abundante do serviço, bem como os gaps no planejamento dos empreendimentos. Naquela época, as operadoras que administravam o negócio recebiam uma parcela do faturamento do hotel instalado na construção e, mesmo havendo prejuízo na operação, os investidores precisavam manter a remuneração da administradora. “Estamos atuando num modelo de governança diferente do que aconteceu no passado, quando os administradores não queriam assumir o risco do negócio e eram contratadas como prestadoras de serviço, se remunerando sobre o faturamento”, explica.

Especializada na representação dos investidores frente ao negócio, a BSH está trabalhando de forma que o operador do hotel seja inquilino e não prestador de serviço. Assim, as operadoras - normalmente instituídas através de bandeiras hoteleiras - precisam realmente gerir o hotel para obter resultados, pois o prejuízo será bancado por quem aluga o prédio e mantém a operação. “Antes, não havia ônus, comprometimento, e as operadoras aceitavam qualquer projeto porque ganhariam de qualquer maneira, hoje muda de figura, pois investe no empreendimento, paga aluguel e administra o negócio”, argumenta o executivo. De olho no déficit de leitos em Porto Alegre, a BSH abriu escritório na Capital há dois meses. Entre os empreendimentos com investidores representados pela empresa, está o Sheraton Barra, no Rio de Janeiro.

Operadoras hoteleiras também investem no sistema para elevar rentabilidade


A advogada Lourdes Helena Rocha dos Santos, sócia do escritório Santos Silveiro, explica que no momento da incorporação, o edifício é registrado como uma obra imobiliária qualquer, até para que se possa fazer a venda das unidades separadamente. Depois, é feito o projeto de hotel, registrado como outras empresas do gênero. Ela lembra, porém, que há casos onde a administradora recebe uma percentagem do faturamento da operação, ao mesmo tempo em que os proprietários das unidades recebem uma fatia mensal dessa receita, conforme o nível de ocupação do hotel.

“Na medida em que cada unidade pode ser vendida de forma separada, esse empreendimento pode ser comprado por vários investidores, e até ter unidades adquiridas pela bandeira que vai administrar o hotel, pois a empresa pode ver que além de ganhar com a operação, pode colher os frutos como proprietária.” Ela lembra que entre taxas e tributos, o investidor será onerado com as mesmas taxas de escritura e impostos municipais.

Entre as operadoras hoteleiras que estão optando por administrar e investir nessa modalidade, está a rede gaúcha Intercity. O diretor de desenvolvimento do grupo, Sérgio Bueno, afirma que o modelo vem ganhando força nos últimos dois anos e já pode ser considerado o principal financiador de novos projetos do setor. De acordo com ele, a principal vantagem do condo-hotel, enquanto investimento, é a comodidade, já que o investidor não se envolve diretamente na gestão do hotel. “O dono do apartamento tem uma renda sem grande esforço pessoal e, em termos de rentabilidade, já há alguns anos os hotéis tem mantido bons patamares quando comparados a outros negócios imobiliários”, diz. “Em Porto Alegre, não tivemos lançamentos desse tipo nos últimos anos, mas está voltando agora”, completa.

domingo, 28 de outubro de 2012

É UM PRIVILÉGIO VIVER EM UM LUGAR ASSIM

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sábado, 27 de outubro de 2012

É baixa a procura por regularização dos bares na Cidade Baixa

Apenas 42 dos 130 donos de estabelecimentos compareceram à Prefeitura de Porto Alegre


Foi baixa a procura de donos de bares, restaurantes e casas noturnas da Cidade Baixa, bairro boêmio de Porto Alegre, para regularizar o funcionamento dos estabelecimentos. Apenas 42 proprietários de cerca de 130 espaços estiveram na Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) nessa sexta-feira para se informar sobre as novas regras em vigor. O titular da Smic, secretário Omar Ferri Jr., adiantou neste sábado que na próxima semana a pasta mudará a estratégia de divulgação.

Fiscais da secretaria percorrerão as ruas e distribuirão fôlderes com informações sobre as próximas atividades, que ocorrem nos dias 31 de outubro e 9 de novembro. Os empresários devem comparecer à Secretaria Municipal da Juventude, localizada na rua João Alfredo, 607, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Conforme Ferri Jr. quem não realizar o checklist nessas ocasiões vai ser notificado a comparecer à Smic para apresentar a documentação e verificar a regularidade.

O objetivo, conforme o secretário, é apurar as atividades realmente exercidas em cada local, verificar se os proprietários querem fazer alterações e adaptar o alvará vigente para que o estabelecimento atue de forma regular. Ele explica que a normatização é positiva tanto para os comerciantes quanto para os moradores e garante que já houve mudanças desde a implantação do Grupo de Trabalho que discute a vida noturna do bairro.

Desde outubro do ano passado, mil fiscalizações foram realizadas na Cidade Baixa. Do total, 170 locais foram notificados e 90 autuados. Houve ainda nove interdições, mas apenas duas que se mantém em razão de irregularidades. O decreto regulamentando as atividades na região, assinado em agosto, garantiu aval para funcionamento até 2h nas sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado, e até 1h de domingo a quinta-feira. Nesses dias, a colocação de mesas e cadeiras nas calçadas ou em áreas abertas fica proibida após a meia-noite. Em todos os casos, a tolerância é de meia hora.
 
 

Cerca de 300 câmeras começam a monitorar Capital nesta quinta


Ricardo Giusti/PMPA/Divulgação/JC
Monitoramento será feito 24 horas, sete dias por semana, em 39 telas.
Monitoramento será feito 24 horas, sete dias por semana, em 39 telas.
 

A partir de hoje, 300 câmeras de monitoramento estarão registrando imagens de diversos pontos de Porto Alegre, em tempo real, em 39 telas de alta resolução, acompanhadas por servidores distribuídos em 24 unidades de atendimento. O sistema faz parte do Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic), localizado na rua João Neves da Fontoura e inaugurado nesta quinta-feira (25) pelo prefeito José Fortunati.
 
De acordo com a prefeitura, estas atividades já ocorrem atualmente, mas agora estarão conectadas em um único local, de forma integrada. "Estamos usando a tecnologia para atender de forma muito mais dinâmica aos usuários de serviços públicos", afirmou Forunati.
 
O monitoramento será feito 24 horas, sete dias por semana, por uma equipe de técnicos de diversas áreas. De acordo com o Executivo municipal, isso possibilitará a integração dos serviços em situações de prevenção e de emergência.
 
A central de inteligência é vinculada ao Gabinete do Prefeito e coordenada por Airton Costa. Ao assumir a nova função, Airton afirmou que essa é a primeira fase de operação, e que ainda serão definidos protocolos de atuação entre os órgãos da prefeitura e parceiros.
 
Conforme Fortunati, está sendo estabelecida uma parceria com órgãos estaduais e federais de segurança, que poderão ter pleno acesso aos equipamentos. Ele ainda destacou a possibilidade de monitoramemto de pátios escolares e entorno de escolas.
 
Além disso, a prefeitura destaca que haverá uma sala disponível para jornalistas, aberta 24 horas, para acompanhamento de trânsito, meteorologia, saúde, entre outros.
 
 

Maioria da indústria de material de construção investirá


Agência Estado

A pretensão de investimentos por parte da indústria de materiais de construção nos próximos 12 meses caiu. Em outubro, 71% das empresas do setor pretendem investir no período ante 81% em setembro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o número ficou estável. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).
 
Já a expectativa positiva dos empresários em relação às ações governamentais nos próximos 12 meses atingiu 51%, índice abaixo dos 58% de setembro e acima dos 50% de outubro de 2011.
 
A sondagem também mostrou que 68% dos empresários consideraram as vendas de outubro boas ou muito boas. Outros 27% indicaram um cenário regular e 5%, ruim.
 
O nível de utilização da capacidade instalada da indústria de materiais de construção ficou em 83% em outubro, resultado igual ao de setembro, mas abaixo dos 86% registrados em outubro de 2011.