Escritura dos apartamentos populares do Minha Casa,
Minha Vida será feita em nome delas Crédito: pedro revillion / cp
memória
|
|
A presidente da República, Dilma Rousseff, assinou uma
medida provisória determinando que, em caso de divórcio ou dissolução de união
civil estável, a propriedade da casa financiada pelo programa Minha Casa, Minha
Vida ficará com a mulher. A decisão seria publicada ainda ontem, Dia
Internacional da Mulher, em edição extra do Diário Oficial da
União.
Dilma anunciou a decisão durante pronunciamento na cadeia nacional
de rádio e TV. As novas regras valem para famílias beneficiadas pelo programa
habitacional que têm renda de até três salários mínimos, faixa na qual o governo
subsidia 95% do financiamento. A medida provisória prevê apenas uma exceção:
quando o casal tiver filhos e a guarda for exclusiva do pai. Nesse caso, a
propriedade da casa ficará com ele. Até a edição dessas novas regras, não havia
nenhum dispositivo que determinasse quem deveria ser o proprietário em casos de
divórcio.
Na quarta-feira, o governo anunciou que no ano passado foram
aplicados R$ 10 bilhões no Minha Casa, Minha Vida, que visa à construção de 2
milhões de casas para a população de baixa renda. Nessa segunda fase, iniciada
no ano passado, o governo diz que já contratou 929.043 moradias. O programa é
uma parceria da União com estados, prefeituras, empresas e movimentos sociais
com foco nas famílias com renda bruta de até R$ 1,6 mil, mas abrangendo aquelas
cuja renda vai até R$ 5 mil.
No pronunciamento em cadeia nacional, a
presidente disse: "Sinto alegria de chefiar um governo que tem o maior conjunto
de programas de apoio à mulher na nossa história. Mas sei que governo e
sociedade precisam fazer muito mais para a valorização plena da mulher". Admitiu
que sua chegada ao comando do país representou um novo momento de valorização
feminina.
"Em certas circunstâncias, a mulher continua sendo a mais
pobre dos pobres, a mais sofredora entre os sofredores", afirmou a presidente da
República, mas alertando que a mulher, mesmo sob uma dura condição de pobreza, é
"a principal mola de propulsão para vencer a miséria", porque é o centro da
família. Depois dessa análise, Dilma justificou o motivo de o seu governo dar
importância especial a elas nos programas sociais. Dilma lembrou que 93% dos
cartões do Bolsa-Família estão em nome de mulheres e que 47% dos contratos da
primeira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida foram assinados por mulheres.
"Esse percentual será ainda maior no Minha Casa, Minha Vida 2", ressaltou,
lembrando que a escritura dos apartamentos populares será feita em nome da
mulher.
Dilma afirmou que o seu governo, em relação às mulheres, tem
procurado estimular os programas de capacitação, microcrédito e igualdade no
emprego, citando várias ações e programas colocados em prática. "Temos procurado
apoiar a luta das mulheres em todas as áreas, sejam elas cientistas,
profissionais liberais, operárias ou empregadas domésticas", disse.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.