No Dia Internacional da Mulher surgem novas reflexões sobre conquistas e desafios no século XXI
As mulheres entraram no século XXI cada vez mais
independentes, inseridas no mercado de trabalho e assumindo posições de
liderança. Contudo, as antigas cobranças permaneceram e foram acrescidas de
novas exigências, quase impossíveis de alcançar. A comemoração do Dia
Internacional da Mulher, em 8 de março, traz à tona uma reflexão do papel
feminino na sociedade, especialmente na carreira e na família.
Na avaliação da psicóloga e conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul, Tatiana Baierle, as mulheres têm ocupado cada vez mais espaço em diferentes níveis anteriormente considerados masculinos, como nas carreiras das engenharias, na medicina e no direito. No entanto, elas continuam sendo minoria em alguns setores, principalmente nos de escolaridade mais baixa. A explicação, conforme a psicóloga, seria o preconceito, tanto das próprias mulheres, quanto da sociedade. "Ainda existem pessoas que acham que a mulher não sabe dirigir um táxi ou um ônibus, por exemplo", revela. Ao mesmo tempo, carreiras tradicionalmente femininas, como a do magistério, continuam sendo exercidas, na sua maioria, pelas mulheres, provavelmente pelo mesmo motivo, o preconceito. Dos mais de 80 mil inscritos para o próximo concurso de professores no Estado, 84,56% são do sexo feminino, de acordo com a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), que coordena o processo seletivo. A lógica se inverte nas provas da Brigada Militar. Para a função de Polícia Ostensiva, apenas 28,68% dos interessados são mulheres. Para bombeiro militar, o percentual de concorrentes do sexo feminino cai para 15,54%. Já para o cargo de capitão, a presença feminina é de 27,84%. Nos últimos dez anos, as mulheres continuaram uma caminhada de crescimento e de independência também na área afetiva. "Elas são chefes de família e, muitas vezes, optam por terem filhos sozinhas e construir outros tipos de lares", destaca Tatiana. De acordo com a psicóloga, existe, atualmente, uma tendência crescente de mulheres assumindo posições de chefes do lar. |
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