sábado, 13 de agosto de 2011

Setor Residencial Liderará o Ciclo de Investimentos no País nos Próximos Anos


       Um estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a construção civil residencial vai liderar os investimentos no Brasil entre 2007 e 2011. 0 levantamento, com 16 setores da economia, revela que, do R$ 1,050 trilhão previsto, R$ 470 bilhões serão destinados ao setor imobiliário residencial. A seguir, vêm a indústria, com R$ 380 bilhões, e a infra-estrutura, com R$ 198 bilhões.

       Os números, que estão no recém lançado livro "Perspectivas de Investimentos 2007/2011", confirmam o que muitos analistas vêm dizendo: o aumento dos investimentos industriais está concentrado em poucos segmentos, sobretudo na extrativa. Petróleo, gás e mineração respondem por 23% do total, ou R$ 236 bilhões.


       Siderurgia, papel e celulose e petroquímica, juntos, vão investir R$ 75 bilhões no período, enquanto as áreas mais ligadas ao consumo fínal, como a automobilística, eletrônica e de fármacos ficam com 4,9% do total, ou R$ 49 bilhões. O levantamento teve como base projetos e oportunidades de investimentos identificados pelos técnicos dos Departamentos Operacionais.
       Na área de infra-estrutura, a maior parte dos investimentos mapeados é em energia elétrica, totalizando R$ 88 bilhões. Em telecomunicações, o montante projetado é de R$ 59 bilhões e, em saneamento, R$ 38 bilhões. Portos e ferrovias reúnem projetos de R$ 13 bilhões. O setor da construção residencial, que terá a maior fatia dos investimentos previstos, ganha peso por conta do aumento em curso do crédito imobiliário em um "país que tem necessidade de reduzir seu déficit habitacional", estimado em 8 milhões de unidades.

COQUELUCHE

        As projeções do BNDES apontam que o setor sucroalcooleiro terá investimentos de R$ 25 bilhões entre 2007 e 2011. Para Tereza Feranova, diretora da consultoria MB Associados, o número elevado não é surpresa. Para ela, a área é a "nova coqueluche" entre os setores que concentram os investimentos industriais. O valor estimado pelo BNDES corresponde à implantação de 89 novas unidades industriais, das quais 51 já estão em andamento.

       A média de investimento por usina é de R$ 280 milhões. A base para a ampliação do investimento nesse setor é a expectativa de forte crescimento do mercado externo, sobretudo para o uso do álcool como combustível. Segundo o estudo do BNDES, o Brasil se destaca como maior produtor do bioetanol, responsável por 36% da produção mundial.

       O banco considera que os custos de produção no Brasil são bem menores que os de outros países (R$ 0,20/litro ante ÜS$ 0,47 nos Estados Unidos, à base de milho, e ÜS$ 0,97 na EU, à base de beterraba e trigo).
       Um estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a construção civil residencial vai liderar os investimentos no Brasil entre 2007 e 2011.0 levantamento, com 16 setores da economia, revela que, do R$ 1,050 trilhão previsto, R$ 470 bilhões serão destinados ao setor imobiliário residencial. A seguir, vêm a indústria, com R$ 380 bilhões, e a infra-estrutura, com R$ 198 bilhões.
       Os números, que estão no recém lançado livro "Perspectivas de Investimentos 2007/2011", confirmam o que muitos analistas vêm dizendo: o aumento dos investimentos industriais está concentrado em poucos segmentos, sobretudo na extrativa. Petróleo, gás e mineração respondem por 23% do total, ou R$ 236 bilhões.

       Siderurgia, papel e celulose e petroquímica, juntos, vão investir R$ 75 bilhões no período, enquanto as áreas mais ligadas ao consumo fínal, como a automobilística, eletrônica e de fármacos ficam com 4,9% do total, ou R$ 49 bilhões. O levantamento teve como base projetos e oportunidades de investimentos identificados pelos técnicos dos Departamentos Operacionais.

       Na área de infra-estrutura, a maior parte dos investimentos mapeados é em energia elétrica, totalizando R$ 88 bilhões. Em telecomunicações, o montante projetado é de R$ 59 bilhões e, em saneamento, R$ 38 bilhões. Portos e ferrovias reúnem projetos de R$ 13 bilhões. O setor da construção residencial, que terá a maior fatia dos investimentos previstos, ganha peso por conta do aumento em curso do crédito imobiliário em um "país que tem necessidade de reduzir seu déficit habitacional", estimado em 8 milhões de unidades.
 

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