quinta-feira, 26 de abril de 2012

Caixa barateia juro da habitação

 

Brasília - Em mais uma investida do governo para reduzir os juros cobrados pelos bancos, a Caixa Econômica Federal baixou em até 21% as taxas nos financiamentos do crédito imobiliário. A Caixa, que já havia reduzido juros no crédito para consumidores e empresas, é o primeiro banco a estender o benefício para os empréstimos voltados ao setor imobiliário, no qual tem 70% de participação.

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte, afirmou que a redução só vale para novos contratos, assinados a partir de 4 de maio, data em que terá início o próximo feirão de imóveis promovido pelo banco em 13 cidades. Financiamentos antigos não serão beneficiados. Para imóveis de até R$ 500 mil (dentro do Sistema Financeiro da Habitação e dos quais a Caixa financia até R$ 450 mil), as taxas caem de 10% para 9% ao ano. Aqueles que tiverem conta corrente, cheque especial e cartão de crédito do banco poderão ter acesso a juros de 8,4% ao ano. Clientes que também recebem o salário na Caixa poderão ter juros de até 7,9%.

No caso de financiamento de imóvel de até R$ 170 mil, nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a taxa máxima irá cair de 8,4% para 7,9% ao ano para quem possui relacionamento e conta salário no banco. O cliente que também é cotista do fundo poderá pagar juros de 7,4% ao ano, inclusive para financiamento enquadrado no Programa Minha Casa, Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ 3.100. Em todos esses casos é preciso acrescentar a variação da taxa referencial (TR).

Para imóveis fora do SFH (valores acima de R$ 500 mil), as taxas de financiamento serão reduzidas de 11% para 10% ao ano. Clientes com relacionamento terão juros de 9,2%. Os que também tiverem conta salário terão direito a taxas de 9% ao ano.

Duarte disse, ainda, que o banco deve rever a projeção de emprestar R$ 90 bilhões neste ano. Até 20 de abril, a Caixa já emprestou R$ 26,1 bilhões, 43% a mais do que no mesmo período de 2011. "É uma previsão conservadora. Temos a sensação de que vamos ter de rever a projeção para este ano", afirmou.


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